segunda-feira, 6 de maio de 2013

Tudo me lembra você.

   Sei que não deveria pensar, e realmente me esforço para isso. Mas do que adianta me forçar a algo? O esquecimento deveria ser involuntário. Deveria, mas não é.
   Sei que com o tempo as lembranças vão tornando-se turvas, até transformarem-se em borrões. Mas enquanto esse tempo não chega, as lembranças trazem à tona cheiros, gostos, nuances e sensações - e embaçam minha visão.

05/04/13

   E eu odeio não saber o que você está fazendo agora. Como você está, o que está sentindo, vestindo... Odeio não saber mais sobre você e não ter o direito de perguntar.
   O não saber me persegue, me perturba. Mas a certeza que tanto procuro, também é dor. E o que me culpa é saber que se você partiu, foi porque eu pedi.

terça-feira, 19 de março de 2013

Decifrando-o

O amor não é submissão, omissão. O amor não é nada que te divide, que te diminui. Isso é qualquer coisa, menos amor. O amor te soma, te multiplica; te eleva ao infinito.
O amor é muito, é pouco, é nada. O amor é derivado, é composto, é complicado. O amor é felicidade. O amor é piegas. O amor não se descreve e nem se limita.
Amar é simplesmente ter amor.

Tormenta

   Às vezes parece que a vida perdeu o "objetivo". Pode parecer meio dramático, e na verdade é; mas é como se três anos tivessem sido apagados à força, juntamente com todos os planos e promessas.
   Diferentemente deles, a lembrança permaneceu. E essa lembrança me traz dor e me atormenta.
Mas sabe que eu vou sentir falta quando ela for embora? Já me acostumei com a presença dela.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O agora

Dói não saber o que fazer. É a dor da indecisão.
Porém agora sigo com a dor da certeza.

Prefiro o sufoco em pensar sobre a escolha feita à angústia da indecisão.
Mas o sufoco me corrói e acaba comigo aos poucos.
Queria eu saber conviver com a incerteza.

Agora dói. Dói muito mais do que antes.
Agora dói porque não tenho mais a quem amar.

Queria eu saber lidar.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tempo

Agora o tempo passa.
E juntamente às horas, minutos e segundos perdidos,
Eu me perco também.

Me perco em pensamentos,
Desejos e vontades.
Me perco em mim mesma.

Agora, depois de todo esse tempo,
Será que ainda consigo ser eu mesma?

Eu sempre me perco em mim.

O não saber.

Quem sou eu?
Não sei mais.
Mas será que algum dia já soube?
Também não sei.
O que sei é que essa não sou.
O que sei é que estas não são minhas vontades.
E o que sei de mim?
Só sei que não sou assim.